APOCALIPSE

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APOCALIPSE – a primeira vista parece ser uma dança pré-histórica, mas aos poucos se repara no meio do povo da lama, a alegria estampada no rosto dos homens, mulheres e crianças, a satisfação de estar coberto com a manta da natureza e protestando a seu favor.

O fotógrafo jornalista Augusto Cezar, estruturou sua carreira como desenhista de arquitetura, onde, através dessa arte sempre observou e admirou os efeitos causados pela luz nos objetos, nas edificações e também nas pessoas.

Por meio da fotografia, encontrou o caminho para esboçar sua forma de ver a vida e seus sentimentos em relação ao mundo, passando então a desenhar com a máquina fotográfica.

Após se tornar um assíduo freqüentador da cidade de Paraty, sempre em busca do que retratar, o fotojornalista Augusto Cezar deparou-se com um grupo de pessoas nativas da região, organizadoras de um movimento denominado “Bloco da Lama”. Tal movimento além de cultural e popular, tem uma abordagem ambiental, usando a alegria e a criatividade popular em defesa da preservação dos mangues da região.

Convidado a acompanhar e realizar o registro fotográfico do Bloco, reuniu o resultado da cobertura em uma séria de imagenss. Desse total, foram selecionadas imagens para expor, cujo conjunto denominou “Apocalipse”.

A proposta da exposição Apocalipse se baseia em duas vertentes – a primeira, servir de registro fotográfico de uma manifestação cultural do carnaval de Paraty, resgatando nas imagens e, especialmente, nos contrates de luz e sombras, a grandiosidade e alegria explícitas nas apresentações do bloco. A segunda vertente segue um cunho de denúncia ambiental, somando aos esforços dos organizadores e participantes do Bloco, um registro fotográfico que traz a mensagem da urgência no reposicionamento da relação do ser humano junto ao meio ambiente. Por isso o título Apocalipse, que traz em si esse sentido de urgência e reforça a idéia de que, lentamente, o homem está caminhando para uma armadilha criada por ele mesmo e por seu descaso frente ao Universo, onde toda a evolução “descuidada” está ameaçando levar o homem de volta aos primórdios.